Em 2015, última vez que estive em Berlim, o Bundestag, Câmara baixa do Parlamento Alemão, promovia o filme “Dem deutsche Volke” projetado sobre um dos seus anexos  às margens do Rio Spree.

O filme contava a história da Alemanha e do Parlamento desde a época dos Kaisers até os dias atuais, passando pela época do nazismo e pela queda do muro de Berlim.

A estória é sensacional e tem duração aproximada de 30 minutos. Sinceramente, não sei se voltou a ser exibida. Começava após o por do sol e as pessoas se juntavam em volta de uma escadaria às margens do rio. A película está disponível no YouTube, mas é narrada apenas em alemão. Confira a seguir.

 

Aos 19 minutos de filme, quando as pessoas começavam a subir Muro de Berlim, começou a tocar um rock maravilhoso chamado “Tage wie diese”, da banda “Die Toten Hosen”.

Die Toten Hosen

Die Toten Hosen é uma banda de rock alemão, oriunda do movimento Punk, que foi fundada em 1982 na cidade de Düsseldorf.  Produziram diversos álbuns desde então.

Em 1991, gravaram uma música chamada “Carnival in Rio (Punk Was)” na companhia de Ronald Biggs (veja aqui), o ex-prisioneiro britânico radicado no Brasil, conhecido por escapar da cadeia após o assalto do trem pagador em 1963.

A banda já está na estrada faz muito tempo, e nós aqui no Brasil, nem sequer tínhamos ideia de sua existência.

Tage wie diese

Segundo o cantor da banda, a música “Tage wie diese”, no álbum Ballast der Republik, é uma reação à nostalgia e um convite à celebração do momento presente. Ideal, portanto, para a celebração dos 30 anos da queda do Muro de Berlim.

A música foi tocada na recepção da seleção alemã na Eurocopa de 2012. Quem gosta de Rock, simplesmente não pode deixar de ouvir…

 

Ich wart’ seit Wochen auf diesen Tag
Und tanz’ vor Freude über den Asphalt
Als wär’s ein Rhythmus, als gäb’s ein Lied
Das mich immer weiter durch die Straßen zieht
Komm’ dir entgegen, dich abzuholen, wie ausgemacht
Zu derselben Uhrzeit, am selben Treffpunkt, wie letztes Mal
 
Durch das Gedränge der Menschenmenge
Bahnen wir uns den altbekannten Weg
Entlang der Gassen, zu den Rheinterrassen
Über die Brücken, bis hin zu der Musik
Wo alles laut ist, wo alle drauf sind, um durchzudrehen
Wo die Anderen warten, um mit uns zu starten und abzugehen
An Tagen wie diesen wünscht man sich Unendlichkeit
An Tagen wie diesen haben wir noch ewig Zeit
Wünsch ich mir Unendlichkeit
 
Das hier ist ewig, ewig für heute
Wir stehen nicht still für eine ganze Nacht
Komm ich trag dich durch die Leute
Hab keine Angst, ich gebe auf dich Acht
Wir lassen uns treiben, tauchen unter, schwimmen mit dem Strom
Drehen unsere Kreise, kommen nicht mehr runter, sind schwerelos
 
An Tagen wie diesen wünscht man sich Unendlichkeit
An Tagen wie diesen haben wir noch ewig Zeit
In dieser Nacht der Nächte, die uns soviel verspricht

Erleben wir das Beste, kein Ende ist in Sicht

Apaixonado por viagens e por fotografia. Começou a descobrir o mundo há 10 anos e já visitou 71 países. Gosta de caminhar a esmo pelas cidades mundo afora, observando as pessoas, as comidas, as construções e a arquitetura. É formado em Engenharia e Direito.

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