Cidade do México: arqueologia, gastronomia e excelente hospitalidade

A Cidade do México, também conhecida pela sigla CDMX ou como Distrito Federal, é a cidade mais populosa do México e uma das mais populosas das Américas. Neste artigo, te apresentamos essa incrível cidade e passamos algumas dicas para melhor aproveitar essa Metrópole.

Sua impressionante Zona Metropolitana (semelhante à Região Metropolitana da cidade de São Paulo) pode ser observada ao decolar ou pousar no Aeroporto Internacional. À primeira vista, a cidade é uma grande área plana, mas, de fato, está situada num vale circundado de montanhas e vulcões.

Vista Aérea do Cidade do México
Vista Aérea do Cidade do México

Foi a antiga capital do Império Asteca (Tenochtitlán), no século XIV.  Em 1524, foi destruída pela colonização espanhola. No local, foi construída uma importante cidade do Império Espanhol.

Aos turistas, a Cidade do México oferece história, arqueologia, gastronomia e uma excelente hospitalidade. Dentre as inúmeras atrações,  estão: museus, parques, igrejas e santuários além de sítios arqueológicos.

Bosque de Chapultepec
Bosque de Chapultepec

A CDMX é uma das cidades com maior número de museus no mundo! São 170 museus e 43 galerias, com destaque para o o Museu Nacional de História do Castelo de Chapultepec, o Museu Nacional de Antropologia e o Museu do Palácio de Belas Artes.

Além disso, são vários os passeios que podem ser feitos em volta da cidade. Dentre eles, o tour para as Pirâmides de Teotihuacán, para as cidades de Puebla e San Pedro Cholula e para as Grutas de Cacahuamilpa.

Catedral Nossa Senhora dos Remédios
Catedral de Cholula

A cidade costuma ser uma parada rápida para quem vai a outros destinos turísticos do país, como Cancún, Guadalajara,  Los Cabos etc. Entretanto, recomendo passar, pelo menos, cinco dias na cidade para que você aproveite razoavelmente as atrações que ela oferece.

Estive na Cidade do México por várias vezes e a última, em 2015, foi especialmente marcante. A simpatia com que fomos recebidos, tanto pelo povo mexicano, quanto pelos demais hispânicos que encontramos na nossa viagem, deixou muito boas lembranças. A semelhança cultural é imensa, não podemos negar nossas origens. Mesmo com todos os nossos problemas, posso dizer com orgulho: Soy latinoamericano!

Como chegar?

De São Paulo, há voos diretos para a CDMX pela Latam ou pela Aeromexico. Mas, também é possível fazer voos com conexão no Panamá (Copa Air), em Houston (United) ou Miami (American Airlines).

aeroporto internacional benito juarez
Aeroporto Internacional Benito Juarez

Do Aeroporto para a Cidade

Ao chegar ao Aeroporto, pegamos um taxi da Yellow Cab para o nosso hotel que ficava na Av Balderas, próxima ao centro histórico. O taxi custou 224 MXN (em torno de 50 reais). Atualmente, várias empresas operam taxis a partir do Aeroporto Benito Juarez. Os preços são todos tabelados e variam conforme a região de destino.

Entretanto, há outras opções para chegar e sair do Aeroporto.

Há uma estação de metrô “Terminal Aérea”, da linha 5, nas proximidades do Terminal 1 do Aeroporto. O custo do “boleto” do metrô é de 5 MXN (pouco mais de R$ 1). O preço é ótimo, mas o único inconveniente é que você provavelmente terá que fazer 1 ou duas conexões até a região central e, às vezes, nos horários de pico, o metro pode ficar lotado. Se você não estiver com muita bagagem e se o orçamento estiver apertado, acho que vale ir de metrô.

Para chegar à região central, também é possível pegar o Metrobus (Linha 4), que é um sistema de transporte de ônibus por vias segregadas (BRT).

Metrobus atende tanto ao Terminal 1 (saída Porta 7), quanto ao Terminal 2 (saída porta 2) do Aeroporto Internacional. Para utilizar este sistema de transporte, é necessário adquirir um cartão de Metrobus, que é recarregável. O preço do trajeto é de 30 MXN.

Onde se hospedar?

Minha recomendação é  hospedar-se no Centro histórico da Cidade do México. São muitas as atrações que podem ser visitadas à pé nessa região.

Na nossa última viagem, ficamos hospedados no hotel Ibis México Alameda, na Calle Balderas, ao lado da estação Juarez do metrô.

O Hotel está próximo ao Centro Histórico e à Avenida Paseo de la Reforma.

Segue o padrão da rede Ibis: hotel básico, mas funcional. Acabou de ser inaugurado. O atendimento é muito bom, com funcionários muito prestativos. Pagamos em torno de R$ 700 reais por três diárias sem café da manhã. O café da manhã custa 89 MXN por pessoa, aproximadamente 23 reais e é básico. Nós ganhamos uma promoção e pagamos apenas 1 tarifa para 2 pessoas.

O hotel disponibiliza Wi-fi gratuito e de boa qualidade para os hóspedes.

Um ponto negativo é que o hotel está situado numa avenida degradada da cidade, onde não é recomendável caminhar à noite. A 200 metros do hotel, entretanto, encontra-se a Av. Juarez, que é mais agradável, com hotéis (por exemplo, o Hotel Hilton), lojas, restaurantes e cafés.

  • Uma experiência desagradável: Em uma outra oportunidade também fiz reserva nesse hotel. Como chegamos tarde da noite, nossa reserva havia sido cancelada por falta de garantia. Ocorre que, no site da Accorhotels, não é solicitado cartão de crédito de garantia para efetivar a reserva neste hotel. Tivemos que procurar outro hotel de madrugada. Encontramos o Hotel Fontán Reforma, situado a uns 400 metros, na Av. Paseo de La Reforma. Uma experiência extremamente desagradável! Portanto, se for se hospedar neste hotel e tiver que chegar após as 18hs, tome cuidado!

Como se deslocar na CDMX?

Numa cidade do porte da Cidade do México, é de se esperar muito trânsito e que o deslocamento entre as diversas regiões ou distritos da cidade sejam demorados. E, de fato, é assim!

O transporte público é razoável. O metrô da CDMX estende-se por 225 km em 12 linhas, mas pode estar lotado em determinados horários do dia. Além disso, existe o sistema de BRTs, chamado Metrobus, que são ônibus que trafegam em vias segregadas dos demais veículos e param em estações determinadas.  São 7 linhas que se estendem por 95 km.

Para os turistas, tenho duas recomendações:

Em primeiro lugar, nem pense em alugar um carro! Use o Metro, Metrobus, Taxi ou Uber!

Em segundo lugar, concentre seu dia numa determinada região da cidade, para evitar deslocamentos. Por exemplo, dedique um dia ao Centro Histórico, outro a Chapultepec, assim por diante.

Observações finais

1. Esta foi a quarta vez que visito o México e posso afirmar que foi a mais especial. Pude desfrutar da hospitalidade de um casal de amigos e da prestatividade em geral dos Mexicanos. Confesso que foi uma das viagens em que mais me senti em casa.

2. O México conseguiu preservar mais a sua herança colonial que o Brasil, o que rende inúmeras atrações para o turista.

Arrachera
Arrachera

3. A comida mexicana é muito boa. Eu recomendo provar a Arrachera, uma carne mexicana deliciosa, e o Guacamole. Entretanto, comê-la todo dia pode ser enjoativo, por isso, aproveite a imensa variedade culinária que a Cidade do México oferece. Em geral, acredita-se que a comida mexicana seja sempre picante (pelo menos essa é a impressão que se tem ao comer em alguns restaurantes mexicanos pelo mundo à fora). No México, entretanto, as salsas picantes costumam vir separadas da comida principal. Portanto, você só come comida picante se quiser. De qualquer forma, é bom sempre perguntar ao garçom.

4. Propina, no México, como em outros países de língua hispânica, não tem o mesmo significado que o nosso. Lá significa “gorjeta” e geralmente não vem incluída na conta. É praxe deixar 10% para o garçom.

Emerson Cesar

Apaixonado por viagens e por fotografia. Começou a descobrir o mundo há 10 anos e já visitou 71 países. Gosta de caminhar a esmo pelas cidades mundo afora, observando as pessoas, as comidas, as construções e a arquitetura. É formado em Engenharia e Direito.

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