Quem nunca teve problemas com agências de turismo? Eu mesmo já tive vários ao longo das minhas viagens. Cito alguns exemplos.

  • Em Cracóvia, na Polônia, o guia passou pelo nosso hotel e não me encontrou, apesar de eu estar no lobby com bastante antecedência em relação ao horário agendado.
  • Em Pequim, na China, sem saber, fizemos um “tour patrocinado”, que, além de nos levar à Muralha da China, nos levou a várias lojas de produtos chineses onde os vendedores insistiam que nós comprássemos os seus produtos. Acabamos fugindo do tour e voltando para o hotel por conta própria.
  • Em Huaraz, no Peru, o trajeto executado durante o passeio foi bem diferente daquele oferecido no prospecto.

A pior experiência aconteceu em Malta

Entretanto, a minha pior experiência com agências, em todos os tempos, ocorreu recentemente em Malta, com a empresa Supreme Powerboats. Compartilho a minha experiência para evitar que você que vai a Malta passe pela mesma experiência desagradável.

Contratando o tour

O balcão da empresa fica ao lado do Sliema Ferry, de onde parte o ferry entre Sliema e Valetta.

Era final da tarde. Antes de pegar o ferry para Valetta, fizemos uma reserva de um tour para a Blue Lagoon (Lagoa Azul), na Ilha de Comino, uma atração muito famosa (e lotada) de Malta. O tour estava agendado para outro dia.

Balcão da Supreme Powerboats, em Malta
Balcão da Supreme Powerboats, em Malta

O preço do passeio custava 45 euros por pessoa (vide site da empresa), mas, se contratássemos na hora, o vendedor faria um  desconto de 15 euros.

Optamos, então, por pagar 30 euros pelo tour feito com as lanchas rápidas, que faziam o trajeto de Sliema à Ilha de Comino em 20 minutos. Nos barcos tradicionais, o trajeto é feito em 1h30minutos, mas custavam a metade do preço (15 Euros).

O vendedor ligou para alguém por celular. Confirmou o tour para 9:30hs da manhã para um dia posterior.

Paguei com cartão de crédito um passeio para 4 pessoas, no total de 120 Euros. Recebemos um recibo e o vendedor pediu um contato telefônico para avisar, caso houvesse alguma alteração. Anotei dois telefones no seu talão do vendedor.

No dia do passeio

Pois bem. No dia agendado, a minha esposa percebeu que havia perdido os recibos. Devia ter jogado no lixo junto com outros papéis que vamos acumulando durante a viagem.

Entretanto, acreditamos que isso não acarretaria nenhum problema, pois o nosso nome e telefone estavam escritos no talão do vendedor. Além disso, é normal que as agências tenham uma lista de quem vai fazer o tour. Algumas pedem um voucher e outras não.

Chegamos mais cedo ao local para evitar problemas. Expusemos a situação para os vendedores que estavam na banca. Eram outros.

Desde o início, fomos tratados de forma rude e sem qualquer consideração. Notei, desde logo, que o fato de ter perdido o recibo poderia ser usado como desculpa para não nos deixar embarcar e, ainda, falar que a culpa era nossa. Dito e feito!

Nos deixaram esperando vários minutos para sermos atendidos, enquanto ficavam procurando outros clientes.

Cobrei de um dos vendedores que logo fossemos atendidos. Diante dessa cobrança, era visível cara de raiva dele diante do meu questionamento. Mas, pediu que aguardássemos um pouco mais.

Tudo isso sem fazer qualquer esforço para resolver o problema, procurando, por exemplo, a nossa reserva nos talões.

Extorsão

Após algum tempo, chegou outro funcionário da empresa, que disse que só poderíamos embarcar se pagássemos o adicional de 20 Euros por pessoa. Era um tipo de extorsão: ou aceitávamos pagar o que ele exigia, ou não iríamos fazer o passeio.

De plano, não aceitei a “proposta” e mostrei para ele o recibo do pagamento do cartão de crédito que constava do celular.

Novamente, nenhum esforço para resolver o problema. Nem checaram nos talões, nem consideraram o recibo de pagamento do cartão. Nada!

Comprovante de Pagamento apresentado ao Vendedor, Supreme Powerboats, Malta
Comprovante apresentado

Sempre que tentava argumentar com ele, ele perguntava: “O que você não entendeu?”.

A partir daí, a discussão foi para outro nível. Afirmamos que iríamos fazer um relato do caso no Tripadvisor. Por outro lado, eles falaram que a falha foi nossa!

Ameaças

Uma amiga começou a filmar a situação. Logo, este último funcionário perguntou: está me filmando? Apague isso já!

Falamos que não iríamos apagar. Então, ele ameaçou ligar para a Polícia.

E supostamente ligou para um policial, mas sem sucesso.

Nesta hora, houve um dissenso no grupo. Alguns achavam que devíamos aguardar a polícia e expor o nosso caso. Outros, como eu, achávamos que não. Afinal, a polícia poderia ser, na verdade, um policial mau-caráter amigo dele. Nunca se sabe!

Saindo do local, o indivíduo ainda veio atrás de nós e ainda ameaçou quebrar o celular da minha amiga. Ouvi claramente: “crash your cell phone”.

Essa é a nossa versão dos fatos.

Conclusão

Diante de tudo isso, só restou a conclusão de que empresa é muito desonesta e os funcionários são rudes e maus-caracteres.

Isso é corroborado com algumas avaliações que encontrei posteriormente no site Tripadvisor. A propósito, 8 consideram horrível a experiência com a Supreme Powerboats. Confira alguns relatos!

Comentário no Tripadvisor sobre o Supreme Powerboats
Comentário no Tripadvisor sobre o Supreme Powerboats

 

Comentário no Tripadvisor sobre o Supreme Powerboats
Comentário no Tripadvisor sobre o Supreme Powerboats
  • O que eu posso recomendar é que, caso visite Malta, evite essa empresa a todo custo e não deixe de ler as avaliações (reviews) da agência antes de contratar um passeio.

Não sei se vou conseguir reaver o dinheiro, mas, acho que cumpri meu papel relatando essa experiência aos leitores. E claro que a experiência poderia ter sido muito pior…

E a Lagoa Azul?

Blue Lagoon, Malta
Blue Lagoon, Malta

No final, para aproveitar o dia, acabamos pegando um barco grande de outra empresa para ir à Lagoa Azul. Apesar de bonita, a lagoa é muito lotada. Pense numa furada! Dia difícil. Conto mais num outro post…

Apaixonado por viagens e por fotografia. Começou a descobrir o mundo há 10 anos e já visitou 71 países. Gosta de caminhar a esmo pelas cidades mundo afora, observando as pessoas, as comidas, as construções e a arquitetura. É formado em Engenharia e Direito.

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