O Museu Imperial é a principal atração de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Localizado no centro histórico, é um ponto turístico que não pode faltar no seu roteiro de viagem à “Cidade Imperial”.

Instalado no antigo Palácio Imperial, a residência de verão preferida do Imperador D. Pedro II, o museu contém o maior acervo do período imperial do Brasil com mais de 300 mil itens museológicos, arquivísticos e bibliográficos à disposição de turistas e pesquisadores.

O palácio e o museu surgiram a partir do sonho de seus idealizadores, os quais não podem ficar esquecidos.

  • O palácio, no século XIX, foi construído por imigrantes europeus sob a supervisão de D. Pedro II, com recursos oriundos da dotação própria do Imperador.
  • O museu, no século XX, foi criado por Alcindo Sodré, um apaixonado por história, que, desde os seus tempos de estudante, morando nas dependências do antigo palácio, sonhava em transformar o edifício num espaço para reverenciar a memória do Imperador D. Pedro II.

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Por que visitar o Museu Imperial?

O Brasil preserva muito pouco de sua história (que novidade?) e visitar o Museu Imperial é uma oportunidade de conhecer um passado esquecido.

Com a proclamação da República, um golpe de Estado, os governos que se seguiram buscaram apagar os símbolos e resquícios da monarquia, bem como construir novos heróis para representar o novo regime. Tiradentes foi um destes heróis. 

Visitando as cidades brasileiras, nós nem nos lembramos que o Brasil um dia foi uma monarquia. Mesmo na cidade do Rio de Janeiro, a capital do Império, os brasões e armas imperiais só podem ser vistos, p. ex., na Ilha Fiscal. Nos demais palácios, não!

Uma das residências da família imperial, o Palácio Leopoldina, chegou a ser demolida na década de 1930. Um “crime” contra o patrimônio histórico brasileiro!

Em Petrópolis, por sua vez, é possível conhecer um pouquinho do que foi o Império, mas apenas no centro histórico. E a visita ao Museu Imperial é essencial! 

  • Num próximo post, contaremos a história do Palácio Imperial e do Museu Imperial. Aguarde!

Estrutura do Museu

Mapa de Localização, Museu Imperial, Petrópolis
Mapa de Localização, Museu Imperial

O Museu Imperial é um complexo com várias outras instalações que não se resumem ao Palácio Imperial de Petrópolis. O mapa acima localiza as principais estruturas da sede do museu. Há também instalações e coleções doadas ao museu situadas em outros lugares em Petrópolis e também, na cidade do Rio de Janeiro.

Geralmente, o turista comum só visita o antigo Palácio Imperial, o Pavilhão de Viaturas e o agradável Jardim do Palácio.

Jardim do Palácio

Estátua de D. Pedro II, Museu Imperial, Petrópolis
Estátua de D. Pedro II, Museu Imperial

A visitação ao museu pode começar pelo jardim do palácio (“O Parque”). O ideal é fazê-lo antes da abertura do palácio (às 10hs).

O jardim começou a ser construído a partir de 1854, sob supervisão direta do Imperador. O projeto foi do botânico Jean Baptiste Binot (1806-1894), um francês radicado em Petrópolis que acabou ficando muito amigo de D. Pedro II.

Segundo Alcindo Sodré, o jardim do museu conserva as linhas paisagísticas primitivas dos canteiros e a disposição das espécies vegetais da época imperial.

Na parte alta, estão as palmeiras reais, dispostas de forma equidistante e em postura marcial.  Na parte baixa, há um conjunto de alamedas, formando um grande tabuleiro, onde árvores exóticas se misturam com as árvores da flora nacional.

São 99 espécies de plantas catalogadas, incluindo, árvores de incenso, bananeiras de Madagascar, pândanos da África em conjunto com jaqueiras, ingás, cedros e magnólias (fonte: Alcindo Sodré).

Estatueta da Mitologia Grega, Jardim, Museu Imperial, Petrópolis
Estatueta da Mitologia Grega

Para dar um toque humanístico, foram instaladas estatuetas da mitologia grega, repuxos e fontes.

Nos tempos antigos, pessoas de todas as classes cruzavam os portões do palácio, com cântaros (vaso grego) à mão, para beber a água da fonte do sapo, que deveria ser a melhor de Petrópolis (fonte: Alcindo Sodré).

Por fim, no centro do jardim e em frente ao palácio, encontra-se uma imponente estátua de D. Pedro II, situada num pedestal de cimento.

Pavilhão das Viaturas

Cadeirinha de Arruar, Pavilhão de Viaturas, Museu Imperial, Petrópolis
Cadeirinha de Arruar, Pavilhão das Viaturas

O Pavilhão das Viaturas (ou Sala das Viaturas) está localizado em um prédio anexo ao Palácio Imperial.

Contém uma belíssima exposição que inclui os seguintes veículos de transporte:

  • cadeirinhas de arruar (serpentina): veículo do século XVIII que acomodava uma única pessoa, carregado por dois homens e utilizado para pequenos trajetos. Recebeu o nome ‘serpentina’ em virtude do formato de serpente da vara que o sustentava.
  • liteira: veículo do século XIX com dois assentos, um de frente ao outro, sustentado por dois braços de madeira (de cada lado) e transportado por duas mulas.
  • carro-mala: veículo do século XIX utilizado para transporte de passageiros e correio em compartimentos específicos.
  • vitória: utilizada como veículo de passeio ou de viagem, puxada por dois ou quatro cavalos.
  • berlinda: veículo de 4 rodas, utilizado para passeio ou viagem, podendo ser puxado por dois ou quatro cavalos.
  • carroça: veículo do século XX, de duas rodas, utilizado em Petrópolis para entrega de pães.

Além desses veículos, está exposto no pavilhão um pedaço de trilho que compunha a primeira ferrovia do Brasil – Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro Petrópolis, que pertenceu a Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá.

Carro-Mala, Pavilhão das Viaturas, Museu Imperial, Petrópolis
Carro-Mala, Pavilhão das Viaturas

Por lá, você também encontra a Locomotiva Leopoldina, que fez a última viagem na estrada de ferro Príncipe do Grão Pará, um prolongamento da primeira ferrovia, ligando Magé a Petrópolis. Essa estrada de ferro foi desativada em 1965 (fonte: Conhecendo Museus).

Locomotiva Leopoldina, Pavilhão de Viaturas, Museu Imperial, Petrópolis
Locomotiva Leopoldina, Pavilhão das Viaturas

No final do pavilhão, encontramos a belíssima Berlinda de Aparato – a Carruagem de Gala do Imperador D. Pedro II, que está em processo de restauração. Ela foi construída pela firma britânica Pierce & Countz, fornecedora da Realeza Britânica, especialmente para a sua consagração de D. Pedro II como Imperador em 1841.

Berlinda de Aparato, Museu Imperial, Petrópolis
Berlinda de Aparato, Pavilhão das Viaturas

Puxada por 6 cavalos, era utilizada pelo Imperador em ocasiões solenes, tais como, na abertura da Assembleia Geral no Rio de Janeiro. Em razão da coloração, a carruagem também era chamada de “Carro cor de cana” e de “monte de prata”.

Na construção que hoje abriga o Pavilhão, encontravam-se as  antigas cocheiras e armazéns, denominados “ucharias”, onde ficavam os poucos escravos, cocheiros e auxiliares de serviços gerais além de mantimentos e instrumentos de trabalho. Importante destacar que todos empregados do palácio tinham acesso à família imperial e eram assalariados, inclusive os escravos (fonte: site do Museu).

No pavilhão das viaturas, é possível tirar fotos.

Sala da Batalha de Campo Grande

Batalha de Campo Grande, Museu Imperial, Petrópolis
Batalha de Campo Grande, Pedro Américo (1871)

Dentro do pavilhão, encontra-se, ainda, a Sala da Batalha de Campo Grande, onde você pode conhecer a obra de Pedro Américo (1871) sobre a última batalha da Guerra do Paraguai.

“O momento escolhido por Pedro Américo ocorreu na última batalha da guerra, em 16 de agosto de 1869, quando os paraguaios contra-atacaram, mas, mesmo assim, foram derrotados pelas tropas brasileiras. O pintor destaca o momento em que os paraguaios colocam em risco a vida do Conde d’Eu e que o Capitão Francisco de Almeida e Castro segura as rédeas de seu cavalo com o intuito de proteger o conde.” (fonte: Wikipedia)

Palácio Imperial

A visitação do Palácio Imperial pode ser guiada ou por conta própria. Vale muito a pena fazer a visita guiada, pois você vai aprender bastante e poder tirar as suas dúvidas com um(a) especialista. Geralmente, a visita guiada acontece a cada meia-hora. Infelizmente, não é possível tirar fotos no interior do palácio.

Logo na entrada, os visitantes devem calçar pantufas. A ideia é preservar os pisos originais de mármore de Carrara, de mármore belga e madeiras nobres. Além disso, também serve para controlar o número de visitantes do palácio, pois o número de pantufas é limitado.

No nosso caso, a visitação foi feita apenas no primeiro piso. Durante a pandemia, o piso superior, onde ficavam os aposentos da família imperial, estava fechado aos turistas.

1. Sala dos Diplomatas

A sala dos Diplomatas, também chamada sala dos Embaixadores, era o cômodo onde o Imperador recebia os embaixadores e legações estrangeiras. É importante destacar que muitos representantes diplomáticos estrangeiros moravam em Petrópolis e não na capital do Império.

Os móveis que adornam essa sala não são originais do palácio. Foram transferidos do antigo Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

2. Sala de Jantar

A sala de jantar é composta por uma mesa posta para a refeição, contendo pratos e cristais sérvios, bem como talheres e paliteiro de prata. Acima, encontra-se um candelabro iluminado com luz de velas.

Os horários das refeições eram bem mais cedo do que estamos acostumados. Acordava-se cedo. O almoço era serviço às 9h da manhã e o jantar às 16h – 17h. À época não havia luz elétrica e procurava-se, portanto, aproveitar ao máximo a iluminação natural.

Importante mencionar que, por razões de segurança contra incêndio, a cozinha ficava fora do palácio, sendo trazidas pelos empregados do palácio em caixas de madeira forradas a zinco e depois levadas à mesa (fonte: site do Museu).

Os móveis são originais e foram trazidos do palácio de São Cristóvão.

3. Corredor

O corredor da ala esquerda contém pinturas de paisagens do Rio de Janeiro no século XIX, tais como:

  • a Vista da Entrada do Rio de Janeiro, por Pieter Bertichen;
  • a Vista da Baía de Guanabara, por Jean-Baptiste Durand Breger
  • a Vista do Largo do Machado, por Giovanni Molinelli.

Merecem destaque as clarabóias, utilizadas para facilitar a iluminação natural do Palácio.

4. Sala de Costura da Imperatriz

A sala de costura da Imperatriz era composta por um conjunto de sofás e cadeiras de jacarandá. No século XIX, o bordado fazia parte da educação feminina e era praticado pela Imperatriz, pelas princesas e por damas de companhia.

5. Sala do Piano da Imperatriz

A sala contém um belíssimo piano de fabricação norte-americana (Chickering & Sons), presenteado à Imperatriz pela fabricante. Além do piano, a sala contém um retrato da Família Imperial, pintado por François René Moreaux.

6. Sala de Música e Baile

Trata-se de uma sala ampla, um espaço utilizado para saraus no extremo da ala esquerda do palácio. Como se sabe, a música fazia parte da educação da família imperial.

Alguns instrumentos musicais que pertenceram à família encontram-se expostos nesta sala, tais como, o violino oferecido a D. Pedro II por Emile Mennensson e o pianoforte que teria pertencido a D. Pedro I.

O grande destaque desta sala é a Espineta (um instrumento de cordas com teclado com aparência de piano) fabricada em 1785 por Mathias Bosten, um alemão radicado em Lisboa. À época, Lisboa era considerada a capital da música europeia. Para saber mais, clique aqui.

O mobiliário da sala também pertenceu ao palácio de São Cristóvão.

7. Saleta

Uma pequena sala, também na ala esquerda, onde encontra-se o belíssismo retrato da Princesa Isabel, elaborado por Edouard Vienot em 1868.

8. Gabinete de Dom Pedro Augusto

Dom Pedro Augusto, filho da Princesa Leopoldina, era o neto mais velho e predileto do Imperador. Além da mobília de escritório, destaca-se no gabinete um retrato do príncipe jovem.

Era o herdeiro presuntivo do trono até ser preterido da linha de sucessão com o nascimento do seu primo dom Pedro de Alcântara, filho da princesa Isabel, a quem coube o título de Príncipe do Grão-Pará. Esteve por trás de tentativas de subverter a Constituição do Império, em seu favor e em detrimento da Princesa Isabel, o que lhe rendeu a alcunha de “Príncipe Conspirador”.

9. Sala do Segundo Reinado

A sala do Segundo Reinado, também chamada sala do Senado, é onde se encontram duas das mais belas pinturas do palácio.

A primeira é a de D. Pedro II na Abertura da Assembléia Geral, de Pedro Américo (1872). Nesta, o imponente Imperador veste o traje majestático com a coroa, cetro, manto, espada e véstia. Nessa solenidade, o discurso do Imperador era conhecido como “Fala do Trono”.

A segunda é o quadro da Cerimônia de Sagração e Coroação de D. Pedro II, ocorrida em 1841, na Capela Imperial do Rio de Janeiro.

10. Sala das Insígnias, da Coroa e do Manto

Este conjunto de salas adjacentes é, sem dúvida, o ponto alto da visitação ao palácio. Estão situadas no piso térreo, no corpo central.

O grande destaque é a Coroa de D. Pedro II, a peça mais valiosa das coleções nacionais e símbolo do Segundo Reinado. É belíssima! Feita de ouro cinzelado, é composta por 640 brilhantes e 77 pérolas. Pesa em torno de 2 kg. Para a sua confecção, as pedras foram retiradas da Coroa de D. Pedro I, que também encontra-se exposta no museu.  A coroa foi adquirida da família imperial pelo Governo da República em 1931 e esteve depositada no Tesouro Nacional até ser transferida para o Museu Imperial em 1943.

Outro destaque é a pena utilizada pela Princesa Isabel para a assinatura da Lei Áurea, que liberou os escravos em 1888.

Neste conjunto de salas, também estão expostos o cetro, o manto, insígnias e o anel de consagração de D. Pedro II.

11. Sala das Joias

No início da ala direita, encontra-se a sala das joias, onde se encontra um belíssimo cofre de porcelana, biscuit e bronze dourado. Não deixe de ver, também, o colar da Imperatriz d. Leopoldina (primeira esposa de D. Pedro I), representando as 19 províncias do Império.

12. Sala do Primeiro Reinado

A Sala do Primeiro Reinado contém peças que fazem alusão ao Reinado de D. Pedro I. Obviamente, essa sala não havia no palácio original.

Nela, o visitante pode ver a mesa e cadeiras utilizadas pelos deputados na 1a. Assembleia Constituinte (1823), o quadro Proclamação da Independência – “Grito do Ipiranga”, de François René Moreaux (1842), e a mesa onde o Imperador D. Pedro I assinou a sua abdicação em 1831.

Na parede, há ainda alguns quadros de D. Pedro I.

13. Exposições Temporárias

Na ala direita do palácio, há várias salas com exposições temporárias. Na época que visitamos, havia quadros que retratam diversos personagens e quadros que retratam o Rio de Janeiro e Petrópolis no século XIX. Uma sala estava dedicada às embarcações históricas da Marinha do Brasil, incluindo a Fragata Constituição.

14. Sala de Visita da Imperatriz

Esta sala era usada pela Imperatriz para a recepção de damas e esposas de políticos.

Logo na saída, encontra-se a última foto da família imperial antes do exílio. Essa foto foi tirada na casa da Princesa Isabel.

15. Piso Superior

Em razão da pandemia, nossa visitação não incluiu o piso superior do palácio, onde se encontram os aposentos da família imperial. De qualquer forma, em outra oportunidade você poderá visitá-los.

Alguns cômodos merecem destaque:

  • Sala de Estado: é a sala mais importante do palácio, onde o Imperador recebia visitantes ilustres. Originalmente, não havia trono nesta sala, pois era uma residência de verão da família Imperial. Entretanto, na montagem do museu, foi trazido um dos tronos do Palácio de São Cristóvão.
  • Gabinete de Estudos do Imperador:  expõe uma escrivaninha de mogno, uma pasta de couro que foi da Casa Imperial, e um exemplar de um telefone usado para fazer ligações do Palácio de São Cristóvão à Fazenda Imperial de Santa Cruz.

D. Pedro II também era apaixonado pela ciência e pela tecnologia. Após visitar a famosa exposição da Filadélfia (1876), onde se encontrou pessoalmente com Alexander Graham Bell, encomendou um telefone para o Brasil, que chegou ao Rio de Janeiro quatro anos mais tarde, antes mesmo de ser adotado nos países europeus, considerados mais desenvolvidos. Também foi um dos primeiros a adotar a fotografia, tendo sua vida e reinado documentados em detalhes pela nova tecnologia inventada em 1939 (fonte: Laurentino Gomes, 1889).

Informações úteis para a sua visita

  • Localização: o Museu Imperial está localizado na Rua Imperatriz, 220, no centro histórico de Petrópolis. Se você estiver hospedado na região central de Petrópolis, dá para ir tranquilamente a pé até o museu.
  • Horário de funcionamento: O Palácio e o Pavilhão das Viaturas ficam abertos de terça-feira à sábado, inclusive nos feriados que caiam nesses dias, das 10h às 18h. Por sua vez, o Jardim fica aberto das 7 às 18h, mas os portões fecham às 17h15. A bilheteria funciona de 9h30 às 17h.
  • Ingressos: O ingresso para o palácio custa R$ 10, a inteira, e R$ 5, a meia-entrada (estudantes, professores, maiores de 60 anos e pessoas com deficiência). O pagamento só pode ser feito em dinheiro. A entrada no palácio pode ser feita até às 17h30.
  • Roteiro sugerido para visitação: Nossa recomendação é que o Museu Imperial seja a primeira atração a ser visitada em Petrópolis. Sabemos que, mesmo fora de pandemia, há uma preocupação do museu em limitar o número de visitantes. Por isso, chegue cedo! Às 9h30, quanto a bilheteria abrir, compre seu ingresso e vá visitar o jardim. Às 10h, visite o palácio e, por fim, o pavilhão das viaturas.

Tour virtual pelo Museu Imperial

Tour Virtual, Mapa Interativo, Museu Imperial, Petrópolis
Mapa Interativo do Museu Imperial – Primeiro Pavimento

Por meio do site do Museu Imperial, é possível fazer uma visitação virtual ao Palácio Imperial. Navegando pelo mapa interativo (requer plugin Flash), basta clicar nos cômodos do palácio para ver uma foto do ambiente, acompanhada de explicações. A visitação virtual pode ser feita aos cômodos dos dois pavimentos do palácio.

Entretanto, a melhor forma de fazer uma visita virtual ao Palácio é por meio do projeto Google Art & Culture, utilizando a tecnologia Street View.

Outras instalações do Museu Imperial

Biblioteca

A Biblioteca do museu é especializada em história do Brasil Imperial. Atualmente, compreende mais de 60 mil títulos, inclusive, com uma coleção de obras raras.

Arquivo

O arquivo histórico do museu conta com mais de 200 mil documentos originais, de natureza textual, iconográfica e cartográfica. Os registros históricos vão do século XIII ao século XX, mas o forte do arquivo são os do século XIX. Todos disponíveis a estudantes, historiadores, pesquisadores, diretores de TV, escritores, cineastas, etc.

O acervo foi formado a partir de doações, legados, transferências, compras e comodato.

Dentre esses documentos, destacam-se a coleção de cartas de D. Pedro II à Condessa de Barral, doadas pelo neto da titular, Sr. Marques de Barral e Montferrat. A Condessa foi a grande paixão extraconjugal de D. Pedro II. Em 1865, a Condessa retornou à França após o trabalho de preceptora das filhas do Imperador. Mesmo assim, o romance continuou à distância, em cartas apaixonadas.

Outra coleção importante são os diários de D. Pedro II (1840-1891), que contam assuntos da vida pública do país, das suas viagens e dos homens com quem se reunia. As transcrições dos diários estão disponíveis em versão digital, no site do museu.

A Carta de Abdicação de D. Pedro II, em 7 de abril de 1831, também está preservada no arquivo histórico do museu.

Loja

A loja contempla uma linha de mais de 100 produtos exclusivos e inspirados em peças e obras do acervo relacionados à história do Brasil. Você pode consultar a foto de alguns dos itens comercializados no site da loja (clique aqui) e na sua página do Facebook (clique aqui).

Cafeteria e Restaurante

Próximo aos jardins do Museu Imperial, encontra-se uma unidade do Duetto’s Bistrô, um restaurante-cafeteria onde você pode tomar seu café da manhã, fazer um brunch ou almoçar. No cardápio, há opções de saladas (de R$ 25 a R$ 36), de pratos principais (em torno de R$ 40) e combos de cafés.

Casa Cláudio de Souza

A casa de Cláudio de Souza está situada fora do complexo do Museu. Localizada na Praça da Liberdade, em Petrópolis, a casa, do século XIX,  foi doada em 1956 ao museu pela viúva do acadêmico Cláudio de Souza. A doação incluiu o vasto acervo presente na edificação que conta com livros, fotografias, móveis e outros.

Casa Geyer

A Casa Geyer está situada no bairro Cosme Velho, na cidade do Rio de Janeiro. Foi doada ao museu pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer em abril de 1999, juntamente com um acervo que reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras.

Apaixonado por viagens e por fotografia. Começou a descobrir o mundo há 10 anos e já visitou 71 países. Gosta de caminhar a esmo pelas cidades mundo afora, observando as pessoas, as comidas, as construções e a arquitetura. É formado em Engenharia e Direito.

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